Quando criança você desenhava sem pedir permissão. Você cantou alto. Você inventou mundos com três gravetos e uma caixa. Ninguém lhe ensinou a ser criativo – você foi criativo porque ninguém ainda lhe ensinou a não ser.

Depois vieram as correções, o “não tem jeito”, o “pare de sonhar e comece a estudar alguma coisa de verdade”. E aos poucos, sem perceber, a criatividade deixou de ser um direito e passou a ser um luxo. Algo que os artistas fazem – e você não é um artista, é?

Julia Cameron passou três décadas provando que essa história é falsa. Somos todos criativos. O que acontece é que a maioria de nós estava desconectada do cabo.

Por que você parou de criar?

Cameron identifica um padrão que se repete em quase todos os adultos que frequentam as suas oficinas: há um momento específico na infância ou adolescência em que alguém — um professor, um pai, um colega — disse algo que fechou a porta. Às vezes era brutal. Outras vezes era sutil. Mas a mensagem era a mesma: "Você não é um daqueles que acreditam."

Essa mensagem se tornou uma crença. A crença tornou-se um hábito. E o hábito tornou-se identidade. “Não sou criativo” deixou de ser a opinião de outra pessoa e passou a ser algo que você sente ser um fato.

Mas os fatos podem ser revisados.

"A criatividade é a extensão natural do nosso entusiasmo."

-Júlia Cameron

Os cinco sinais de que sua criatividade pede para sair

Sinal 01

inveja criativa

Quando você vê alguém fazer o que você secretamente deseja e sente uma pontada. Não é mau: é a sua bússola interna lhe dizendo para onde você quer ir.

Sinal 02

Tédio crônico

Não o tédio de um domingo chuvoso, mas o existencial. A sensação de que os dias passam mas não contam. Isso é energia criativa sem saída.

Sinal 03

Sonhando acordado com "outra vida"

Fantasie sobre mudar, mudar de carreira, começar do zero. Às vezes a fantasia é escapismo, mas muitas vezes é o seu artista interior lhe enviando cartões postais do futuro que deseja.

Sinal 04

criticar excessivamente

Quando você passa mais tempo julgando o trabalho de outras pessoas do que fazendo o seu próprio, provavelmente está desviando a energia criativa para a destruição, e não para a construção.

Sinal 05

Colete ferramentas sem usá-las

Preciosos cadernos novos, cursos comprados e não iniciados, materiais de arte em uma gaveta. Comprar é um substituto seguro para fazer. Seu artista interior quer as ferramentas, mas o censor não permite que ele as abra.

Como iniciar a recuperação

Cameron não propõe uma revolução, mas uma reconexão gradual. O processo de 12 semanas de O caminho do artista Funciona precisamente porque não pede que você mude sua vida de uma vez. Ele pede que você faça duas coisas:

1. Páginas matinais, todos os dias

Três páginas à mão assim que você acorda. Sem pensar, sem editar. É um despejo cerebral que, semana após semana, elimina o ruído entre você e sua criatividade. Você não precisa saber escrever. Você não precisa ter algo a dizer. Você só precisa de caneta e papel.

2. O encontro com o artista, toda semana

Uma hora sozinho, fazendo algo que te nutre criativamente. Vá a um antiquário, passeie por um bairro que você não conhece, visite uma exposição, cozinhe algo novo. Sozinho, sem companhia, sem se justificar. É um encontro consigo mesmo.

"Não se trata de se tornar um artista. Trata-se de parar de fingir que não o é."

Você não precisa de talento. Você precisa de permissão

O maior obstáculo à criatividade dos adultos não é a falta de talento, de tempo ou de ideias. É a falta de permissão. Você não tem permissão para ser mau. Permissão para começar sem saber para onde está indo. Permissão para fazer algo que ninguém lhe pediu.

Este curso – e este blog – existem para lhe dar essa permissão. Não porque você precise disso de nós, mas porque às vezes ajuda ter alguém dizendo isso em voz alta: você tem o direito de criar. Amanhã não. Hoje.

Comece seu caminho criativo

12 semanas de práticas, exercícios e reflexões para recuperar a criatividade que sempre foi sua.

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